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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cruzeiro Esporte Clube - 2° Parte - Inauguração do Mineirão e A Taça Brasil de 1966

Inauguração do Mineirão

Em 29 de setembro de 1942, a diretoria aprova a mudança no nome do clube, que então, passa a se chamar Ypiranga, no entanto, o time faz apenas uma partida com tal nome.
Finalmente, no dia 7 de setembro do mesmo ano, depois de uma reunião com sócios e dirigentes e aprovado o atual nome: Cruzeiro Esporte Clube, em homenagem ao símbolo maior da pátria, a constelação do cruzeiro do sul, o nome foi sugerido pelo ex-presidente do clube, Oswaldo Pinto Coelho.
Os primeiros anos de vida com o novo nome foi marcado pelo tri-campeonato mineiro de 1943 a 1945 e também com a reforma do seu estádio, que passa a se chamar Juscelino Kubitschek, homenageando o então governador mineiro. Mas a reforma do estádio mergulha o time em uma grave crise financeira que vai perdendo seus principais jogadores e se ver obrigado com isto, a promover jogadores dos juvenis.
Com o objetivo de saldar finanças, passa a realizar amistosos no estado em troca de cachê, além disso, conquista torcedores no interior de Minas que ajudaria o clube, futuramente, a se tornar o maior do estado. Veio então a redenção com a construção de sua sede no Barro Preto, aumentando a arrecadação do clube que volta a ser grande e conquista novamente o tricampeonato mineiro de 1959 a 1961.


Em 1965, o Mineirão é inaugurado, e com isto, Minas Gerais é incluído no cenário nacional das competições.
O jogo de estréia do estádio foi um clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, valido pela final do campeonato mineiro do ano. O jogo terminou com a vitória do Cruzeiro por 1 a 0, mas foi um jogo tenso e violento, onde o arbitro assinalou na súmula 9 cartões vermelhos, e aos 34 minutos do segundo tempo, um pênalti assinalado a favor do cruzeiro, resulta em protesto por parte dos atleticanos com direito a agressão ao árbitro e atrito com policiais, o atlético abandona o estádio antes do término da partida e o cruzeiro fica com o título mineiro do ano, e assim começa a Era Mineirão com o pentacampeonato mineiro celeste, deste ano até 1969.
Mas no meio destes cinco títulos, outro título se tornou especial entre os cruzeirenses.
A Taça Brasil de 1966


No dia 30 de novembro de 1966, uma quarta-feira, o cruzeiro começou a escrever umas das páginas mais importantes de sua história. O Cruzeiro de Pedro Paulo, Neco, Piazza, Willian, Procópio, Raul, Natal, Tostão, Davi (Evaldo), Dirceu Lopes e Hilton Oliveira enfrentaria o tão poderoso Santos de Pelé, considerado o melhor time do mundo, pela final da Taça Brasil daquele ano.





Mas afinal de contas, que Santos era este? Atual pentacampeão brasileiro (1961-65), bicampeão sul-americano e mundial (1962-63), quase todos os jogadores das duas partidas das finais formavam a Seleção Brasileira.



Logo com 1 minuto de jogo no Mineirão, um gol contra abre a conta para a Academia Celeste, aos 5, Dirceu serve Natal, que dribla Zé Carlos e faz o segundo. Com um chute violento de fora da área Dirceu, aos vinte minutos, faz 3x0. Aos 39, após intenso bombardeio Celeste na área santista, Dirceu, novamente, desta vez, jeito ao invés de força, faz o quarto gol. Dois minutos depois, Dirceu novamente entra na área, mas Oberdan o derruba, pênalti, Tostão faz inacreditáveis 5x0 ainda no primeiro tempo.


No segundo tempo, o Cruzeiro volta relaxado, pensando em segurar o resultado, mas o Santos não havia desistido, Aos 6 e aos 10, Toninho Guerreiro diminui: 5x2. A torcida se assustou, mas Tostão, Piazza e Dirceu, logo se encarregaram de retomarem o controle do jogo e o Cruzeiro voltou a tocar rapidez e colocar a equipe santista na roda e aos 27 minutos Evaldo recebe de Tostão, dribla Oberdan e chuta forte, Gilmar dá rebote e Dirceu aparece para dá números finais ao jogo: 6x2.


O segundo jogo, seria no Pacaembu, seria muito difícil para o Santos reverter a situação, mas o time do rei, dominava o jogo, e aos 23 minutos, Pelé dribla Willian e chuta no canto, Santos 1 a 0. Dois minutos depois, Pelé toca para Toninho, que desloca Raul: 2x0. O Cruzeiro respirou até faltar cinco minutos para o término do primeiro tempo, quando Pelé passa por Piazza, lança Toninho entre Procópio e Willian, Raul sai do gol e defende nos pés do centroavante. Um minuto depois Toninho acerta a trave e aos 44, Pelé fica cara-a-cara com Raul e o goleiro da Academia Celeste faz milagre, fim de primeiro tempo.


No segundo tempo, Piazza voltou determinado a parar Pelé, e assim o fez. Aos 12 minutos Hilton serviu Evaldo que foi derrubado por Oberdan, pênalti. Tostão bateu mal e Cláudio defendeu. Mas ao 18, Lima derrubou Natal na lateral da área, falta excelente para cruzamento, mas Tostão, bateu direto, a bola fez curva e entrou: 1x2. Aos 28, Dirceu deixou Joel para trás com um drible e fuzilou Cláudio, tudo igual no Pacaembu: 2x2. Já era mais que suficiente.
Natal, aos 44 minutos, recebe cruzamento de Tostão, estava sacramentando, era o fim: Cruzeiro 3 x 2 Santos.

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